ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS EM GESTANTES ADOLESCENTES NA MACRORREGIÃO OESTE DO PARANÁ: UM ESTUDO COMPARATIVO COM O RESTANTE DO ESTADO (2014-2024)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30236Palavras-chave:
Sífilis, Gestantes, Adolescente, Epidemiologia, Saúde Pública, ParanáResumo
Introdução: A sífilis em gestantes permanece como importante problema de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e às repercussões maternas e fetais decorrentes do diagnóstico e tratamento inadequados. Entre adolescentes, fatores biológicos, sociais e comportamentais aumentam a vulnerabilidade à infecção, tornando necessária a compreensão do perfil epidemiológico dessa população.
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da sífilis em gestantes adolescentes na Macrorregião Oeste do Paraná e compará-lo com o restante do estado no período de 2014 a 2024. Métodos: Estudo epidemiológico observacional, ecológico, descritivo e analítico, desenvolvido a partir de dados secundários do SINAN, disponibilizados pelo DATASUS. Foram incluídas gestantes adolescentes de 10 a 19 anos notificadas entre 2014 e 2024. As variáveis analisadas compreenderam macrorregião de residência, raça/cor, escolaridade, classificação clínica da sífilis e resultados dos testes treponêmico e não treponêmico. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: Foram identificados 6.709 casos de sífilis em gestantes adolescentes no Paraná, sendo 1.680 (25,0%) pertencentes à Macrorregião Oeste. A Macrorregião Leste concentrou o maior número de notificações (50,1%). Observou-se crescimento progressivo dos casos entre 2014 e 2023, com redução das notificações em 2020 e em 2024. Predominaram adolescentes de raça/cor branca, com baixa escolaridade e classificação clínica primária. Os testes treponêmicos e não treponêmicos apresentaram elevada proporção de resultados reagentes. Conclusão: A sífilis em gestantes adolescentes permanece como importante desafio para a saúde pública no Paraná. A elevada ocorrência de casos na Macrorregião Oeste, associada à predominância de baixa escolaridade e ao aumento das notificações ao longo da série histórica, evidencia a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, qualificação da assistência pré-natal e implementação de estratégias preventivas voltadas à população adolescente.
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