POBREZA MENSTRUAL NA ADOLESCÊNCIA: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE IMPACTOS, BARREIRAS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30146Palavras-chave:
Pobreza Menstrual. Saúde do Adolescente. Higiene Menstrual.Resumo
Esse artigo buscou analisar as evidências científicas sobre a pobreza menstrual na adolescência, identificando seus impactos, barreiras associadas e estratégias de enfrentamento. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, conduzida entre dezembro de 2025 e junho de 2026 nas bases MEDLINE e LILACS (via BVS), abrangendo publicações entre 2021 e 2026. Os resultados indicam que a pobreza menstrual ultrapassa a restrição financeira, envolvendo estigmas sociais, desinformação e infraestrutura sanitária precária, o que resulta em riscos à saúde íntima, absenteísmo escolar e isolamento social. Evidenciou-se a segurança toxicológica e microbiológica dos insumos de higiene e a importância do envolvimento masculino para a redução de tabus. Contudo, intervenções isoladas e leis sem financiamento garantido mostram-se insuficientes. Conclui-se que o combate à pobreza menstrual exige políticas públicas intersetoriais e integradas que articulem a distribuição contínua de insumos, a melhoria da infraestrutura sanitária e a educação em saúde inclusiva para assegurar a dignidade e a equidade às adolescentes.
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