ESTILO DE VIDA E SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS: IMPACTOS METABÓLICOS, REPRODUTIVOS E NA QUALIDADE DE VIDA — UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29653Palavras-chave:
Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (PMOS). Estilo de Vida. Prevenção cardiometabólica.Resumo
Esse artigo buscou descrever a relação entre o estilo de vida e a síndrome dos ovários policísticos (SOP). A SOP é um dos distúrbios endócrino-metabólicos mais frequentes em mulheres em idade reprodutiva. Está síndrome está ligada a resistência à insulina, obesidade, dislipidemia, hipertensão, intolerância à glicose, diabetes tipo 2 e maior risco cardiometabólico. E está diretamente ligada à fertilidade, ao ciclo menstrual, ao hiperandrogenismo, à saúde psicológica e à qualidade de vida. Nesse enfoque os impactos metabólicos e reprodutivos são evidenciados claramente, logo intervenções de prevenção e mudança nos hábitos de vida são medidas efetivas no seguimento da SOP. Estudos recentes demonstram que intervenções de estilo de vida podem melhorar parâmetros metabólicos e reprodutivos em mulheres com SOP. Ginecologistas e Endócrinos buscam parcerias no cuidado integral desse grupo populacional, buscando assim diminuir os valores de IMC, da circunferência abdominal, valores da glicemia, do perfil lipídico. Ademais, o caráter metabólico dessa síndrome é de tal importância que em maio de 2026, um consenso internacional propôs a substituição da nomenclatura Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) por Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (PMOS). A mudança buscou corrigir limitações do termo anterior, considerado reducionista e potencialmente enganoso, ao enfatizar exclusivamente a morfologia ovariana em uma condição de caráter multissistêmico.
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