REFLUXO LARINGOFARÍNGEO E SUA RELAÇÃO COM A TOSSE CRÔNICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29614Palavras-chave:
Refluxo Laringofaríngeo. Tosse Crônica. Refluxo Gastroesofágico.Resumo
O Refluxo Laringofaríngeo (RLF) caracteriza-se pelo retorno retrógrado do conteúdo gástrico até a via aérea superior, diferenciando-se da DRGE clássica por acometer estruturas desprovidas de defesas mucosas robustas. O dano tecidual é mediado pela ação enzimática da pepsina ativada e pela irritação química direta, desencadeando um processo inflamatório crônico na laringe. A tosse crônica associada ao RLF decorre primariamente da ativação de fibras aferentes do nervo vago e da instalação de hipersensibilização neural periférica e central dos receptores laríngeos. Como muitos pacientes não apresentam sintomas esofágicos clássicos, o diagnóstico exige elevada suspeição clínica, apoiada por questionários de sintomas, laringoscopia e exames dinâmicos como a pH-impedanciometria. O manejo terapêutico é multimodal e desafiador. Exige modificações rigorosas do estilo de vida e da dieta, supressão ácida prolongada com inibidores da bomba de prótons ou P-CABs, uso de alginatos protetores, fonoterapia e, nos casos refratários com hipersensibilidade neural instalada, o emprego de neuromoduladores centrais para interromper o ciclo da tosse.
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