TELEMEDICINA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: BENEFÍCIOS, LIMITAÇÕES E PERSPECTIVAS PARA A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DOS SISTEMAS DE SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29538Palavras-chave:
Telemedicina. Atenção Primária à Saúde. Telessaúde. Acesso aos Serviços de Saúde. Revisão.Resumo
Introdução: a transformação digital tem impulsionado a incorporação de tecnologias de Saúde Digital nos sistemas de saúde, entre as quais a telemedicina se destaca como estratégia capaz de ampliar o acesso, qualificar a assistência e fortalecer a integração entre profissionais e usuários, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: analisar criticamente as evidências científicas disponíveis acerca dos benefícios e das limitações da telemedicina na APS, discutindo seu impacto sobre o acesso, a qualidade da assistência, a continuidade do cuidado, a satisfação de usuários e profissionais, e os principais desafios para sua implementação. Métodos: trata-se de revisão narrativa da literatura, de natureza qualitativa e descritiva, com busca estruturada nas bases PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO, utilizando descritores MeSH e DeCS combinados por operadores booleanos, priorizando estudos publicados a partir de 2020. Resultados: a telemedicina fortalece atributos essenciais da APS, como o acesso de primeiro contato, a longitudinalidade, a coordenação do cuidado e a integralidade da assistência, com benefícios relacionados à ampliação do acesso, à continuidade do cuidado em doenças crônicas, ao fortalecimento da coordenação entre níveis de atenção e à satisfação de usuários e profissionais. Entre as principais limitações identificadas destacam-se a exclusão digital, as restrições ao exame físico remoto, os desafios de segurança da informação e interoperabilidade, e o risco de aprofundamento das iniquidades em saúde. Conclusão: a telemedicina representa ferramenta complementar, e não substitutiva, do atendimento presencial na APS, cuja consolidação depende de investimentos em infraestrutura tecnológica, capacitação profissional, inclusão digital e governança em Saúde Digital, sendo necessários novos estudos multicêntricos e avaliações de impacto em longo prazo.
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