DESIGUALDADE NO ACESSO À PRÓTESE DENTÁRIA NO NORDESTE BRASILEIRO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Maximiano Guilherme Tenório Albuquerque Centro Universitário Estácio do Recife
  • Rayane Lins de Lima Melo Centro Universitário Estácio do Recife

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29393

Palavras-chave:

Acesso aos Serviços de Saúde Bucal. Desigualdade em Saúde. Prótese Dentária. Determinantes Sociais da Saúde.

Resumo

Apesar das políticas públicas de saúde voltadas à expansão da saúde bucal, o edentulismo e a falta de acesso à reabilitação protética permanecem como desafios significativos no Brasil, refletindo profundas disparidades socioeconômicas e regionais. Dessa forma, este estudo teve como objetivo analisar as desigualdades no acesso às próteses dentárias no Nordeste brasileiro e identificar os fatores associados às disparidades na oferta de reabilitação protética no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Foi realizada uma revisão integrativa da literatura por meio de buscas eletrônicas nas bases de dados Biblioteca Brasileira de Odontologia (BBO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), entre agosto e setembro de 2024. Foram elegíveis estudos originais com texto completo publicados em português, inglês ou espanhol, sem restrição quanto ao ano de publicação. Dos 230 registros identificados, 8 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade predefinidos e foram incluídos na análise final. Os estudos incluídos demonstraram que o acesso às próteses dentárias no Nordeste brasileiro permanece fortemente influenciado por fatores socioeconômicos, geográficos e organizacionais. A infraestrutura insuficiente, a distribuição desigual dos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias, a escassez de profissionais qualificados e as limitações na Atenção Primária à Saúde foram identificadas como as principais barreiras para o acesso equitativo. Os idosos foram consistentemente apontados como o grupo populacional com maior necessidade não atendida de reabilitação protética. Além disso, a pandemia de COVID-19 reduziu substancialmente a produção de próteses no SUS, agravando desigualdades regionais já existentes. As desigualdades persistentes no acesso às próteses dentárias continuam sendo um importante desafio de saúde pública no Nordeste brasileiro. O fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a ampliação da disponibilidade de serviços de reabilitação protética, o investimento na capacitação profissional e a implementação de políticas públicas equitativas são medidas essenciais para melhorar o acesso à assistência odontológica e promover maior qualidade de vida às populações socialmente vulneráveis.

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Biografia do Autor

Maximiano Guilherme Tenório Albuquerque, Centro Universitário Estácio do Recife

Bacharelado em Odontologia, Centro Universitário Estácio do Recife (ESTÁCIO RECIFE).

Rayane Lins de Lima Melo, Centro Universitário Estácio do Recife

Bacharelado em Odontologia, Centro Universitário Estácio do Recife (ESTÁCIO RECIFE).

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Publicado

2026-08-11

Como Citar

Albuquerque, M. G. T., & Melo, R. L. de L. (2026). DESIGUALDADE NO ACESSO À PRÓTESE DENTÁRIA NO NORDESTE BRASILEIRO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29393