TERRITÓRIO, EQUIDADE E SAÚDE MENTAL: ANÁLISE DA COBERTURA DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL PARA COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO ESTADO DO AMAPÁ

Autores

  • Cláudio Afonso Soares Faculdade Anhanguera de Macapá
  • Piedade Lino Videira Universidade Federal do Amapá
  • Elivaldo Serrão Custódio Universidade do  Estado do Amapá

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29296

Palavras-chave:

Saúde Mental. Rede de Atenção Psicossocial. Comunidades Quilombolas. Equidade em Saúde. Território. Amazônia.

Resumo

A organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) constitui um dos principais eixos da Reforma Psiquiátrica Brasileira, tendo como fundamento a territorialização do cuidado e a garantia do acesso aos serviços de saúde mental. Entretanto, em estados amazônicos, a simples distribuição administrativa dos serviços especializados pode não assegurar acesso equitativo às populações tradicionais. Este estudo teve como objetivo analisar a cobertura territorial da Rede de Atenção Psicossocial em relação à distribuição das comunidades quilombolas no Estado do Amapá, identificando potencialidades, desigualdades e desafios para a promoção da equidade no acesso ao cuidado em saúde mental. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza documental, com delineamento exploratório e descritivo-analítico, fundamentada na análise de documentos oficiais, dados do Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, documentos da Secretaria de Estado da Saúde do Amapá e legislação referente à organização da RAPS. Como estratégia metodológica, foi desenvolvido o Modelo de Análise da Equidade Territorial da Rede de Atenção Psicossocial (MAET-RAPS), estruturado nas dimensões de cobertura assistencial, cobertura territorial, acessibilidade potencial, equidade territorial e vulnerabilidade territorial. Os resultados evidenciaram que a população quilombola encontra-se distribuída em 11 dos 16 municípios do estado, enquanto os Centros de Atenção Psicossocial concentram-se em cinco municípios, produzindo situações de dependência regional e potenciais vazios assistenciais territoriais. O estudo propõe o conceito de Equidade Territorial em Saúde Mental como referencial para o planejamento da atenção psicossocial em contextos amazônicos e apresenta o MAET-RAPS como instrumento analítico para avaliação da cobertura territorial da RAPS, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais sensíveis às especificidades geográficas, socioculturais e étnico-raciais das comunidades quilombolas.

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Biografia do Autor

Cláudio Afonso Soares, Faculdade Anhanguera de Macapá

Docente do Curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera de Macapá.

Piedade Lino Videira, Universidade Federal do Amapá

Docente do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Amapá.

Elivaldo Serrão Custódio, Universidade do  Estado do Amapá

Docente do curso de  Licenciatura em Matemática da Universidade do  Estado do Amapá.

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Publicado

2026-08-05

Como Citar

Soares, C. A., Videira, P. L., & Custódio, E. S. (2026). TERRITÓRIO, EQUIDADE E SAÚDE MENTAL: ANÁLISE DA COBERTURA DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL PARA COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO ESTADO DO AMAPÁ. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–42. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29296