A ORGANIZAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS) E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUIDADO INTEGRAL À SAÚDE MENTAL NO BRASIL

Autores

  • Millene Gleyce Siqueira de Oliveira
  • Andressa de França Alves Ferrari Escola de Saúde Pública do Distrito Federal

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24908

Palavras-chave:

Saúde mental. Rede de Atenção Psicossocial. Reforma Psiquiátrica. Políticas públicas. Clínica ampliada. Cuidado integral.

Resumo

Este artigo analisa o papel da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) como estrutura fundamental para o cuidado integral às pessoas em sofrimento psíquico no Brasil, no contexto das transformações promovidas pela Reforma Psiquiátrica brasileira. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, com base em literatura científica e documentos relacionados às políticas públicas de saúde mental no país. O estudo discute as transformações decorrentes da Reforma Psiquiátrica, que representou um marco na mudança do modelo hospitalocêntrico para um modelo comunitário, humanizado e territorializado de atenção em saúde mental. São analisados os avanços alcançados com a implementação da RAPS, responsável pela organização de serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a atenção básica, as unidades de acolhimento, os consultórios na rua e outras iniciativas voltadas à promoção da autonomia e à reinserção social dos usuários. Também são discutidos desafios persistentes, como a insuficiência de recursos humanos e financeiros, a fragmentação dos serviços e a necessidade de qualificação contínua das equipes multiprofissionais. O estudo destaca ainda a importância das políticas públicas direcionadas a diferentes grupos etários — crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos — enfatizando a necessidade de cuidados adaptados às demandas específicas de cada segmento da população. Ressalta-se, nesse contexto, a relevância da clínica ampliada e da articulação intersetorial como estratégias fundamentais para a promoção do cuidado integral em saúde mental. Conclui-se que o fortalecimento da RAPS depende de investimentos contínuos, planejamento estratégico e compromisso político com a consolidação de um modelo de atenção que assegure cuidado integral, humanizado e inclusivo às pessoas em sofrimento psíquico.

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Biografia do Autor

Millene Gleyce Siqueira de Oliveira

Enfermeira.

Andressa de França Alves Ferrari, Escola de Saúde Pública do Distrito Federal

Mestre, Enfermeira. Orientadora. Escola de Saúde Pública do Distrito Federal.

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Publicado

2026-04-02

Como Citar

Oliveira, M. G. S. de, & Ferrari, A. de F. A. (2026). A ORGANIZAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS) E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUIDADO INTEGRAL À SAÚDE MENTAL NO BRASIL. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–10. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24908