CICLISMO: IMPACTOS NOS SISTEMAS DE REGULAÇÃO E DEFESA – UMA REVISÃO DAS ADAPTAÇÕES NERVOSAS, HORMONAIS E IMUNOLÓGICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28889Palavras-chave:
Ciclismo. Sistema nervoso. Sistema endócrino. Sistema imunológico. Neuroplasticidade.Resumo
O ciclismo é uma atividade física amplamente praticada como esporte, lazer e meio de transporte. Esta revisão narrativa sintetizou evidências sobre seus efeitos nos sistemas nervoso, endócrino e imunológico. Foram realizadas buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science para publicações de janeiro de 2015 a junho de 2026, combinando termos relativos ao ciclismo com descritores dos três sistemas. Após triagem por títulos, resumos e leitura integral, 59 publicações compuseram a síntese qualitativa. Os achados indicam que o ciclismo pode favorecer o humor, o bem-estar e funções executivas, sobretudo em protocolos regulares e adaptados à população. Exercícios de moderada a alta intensidade produzem respostas agudas de cortisol e testosterona, enquanto o treinamento pode atenuar a resposta hormonal ao mesmo estímulo. A prática regular associa-se a melhor vigilância imunológica e menor risco populacional de infecções; contudo, cargas elevadas combinadas a recuperação, sono ou disponibilidade energética inadequados podem aumentar a vulnerabilidade clínica. Alterações leucocitárias transitórias após o esforço não devem, isoladamente, ser interpretadas como imunossupressão. Conclui-se que o ciclismo apresenta potencial para promoção da saúde, desde que a prescrição considere o contexto, a dose de exercício, a condição clínica e a recuperação.
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