QUANDO O PROFESSOR RESPIRA: O LAZER COMO ATO DE RESISTÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28748Palavras-chave:
Lazer. Trabalho docente. Qualidade de vida.Resumo
Este estudo analisa a experiência docente a partir da compreensão do lazer como prática de cuidado de si, preservação da subjetividade e resistência ética diante da intensificação do trabalho contemporâneo. A expressão “Quando o Professor Respira” busca humanizar a figura do educador, deslocando-o de uma percepção meramente funcional para evidenciar sua condição humana frente às pressões, à sobrecarga e aos processos de adoecimento presentes no exercício da docência. Fundamentado nas reflexões sobre cuidado de si, sofrimento no trabalho e profissionalização docente, o estudo dialoga com autores que problematizam as relações entre trabalho, subjetividade e existência. Argumenta-se que o lazer não deve ser compreendido apenas como pausa compensatória ou entretenimento, mas como dimensão fundamental da qualidade de vida, da liberdade e da reconstrução de sentidos. Nessa perspectiva, o lazer configura-se como espaço de recomposição interior, criação de si e resistência à lógica produtivista que reduz o sujeito ao desempenho contínuo. Ao articular dimensões filosóficas, socioculturais e poéticas, o texto defende o direito ao lazer como condição indispensável para a humanização do trabalho docente e para a preservação da sensibilidade, da autonomia e da dignidade do professor.
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