HIPERTENSÃO ARTERIAL PÓS-COVID-19 NA AMÉRICA DO SUL: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28573Palavras-chave:
COVID-19. Hipertensão Arterial. Doenças Cardiovasculares.Resumo
A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, gerou repercussões cardiovasculares significativas além de suas manifestações respiratórias. Entre elas, o potencial surgimento de hipertensão pós-COVID-19 tem despertado crescente interesse devido ao seu impacto na morbidade e mortalidade cardiovascular. O objetivo desta revisão sistemática foi analisar a incidência de hipertensão em indivíduos com histórico de infecção por SARS-CoV-2 na América do Sul, identificando os fatores associados e os mecanismos fisiopatológicos envolvidos. Uma revisão sistemática da literatura foi conduzida por meio de buscas em bases de dados reconhecidas, incluindo estudos observacionais publicados entre 2020 e 2026. Os achados demonstram que a infecção por SARS-CoV-2 pode estar associada a uma maior incidência de hipertensão, particularmente em indivíduos com comorbidades preexistentes, idade avançada e histórico de COVID-19 grave. Os mecanismos fisiopatológicos descritos incluem alterações no sistema renina-angiotensina-aldosterona, disfunção endotelial e inflamação sistêmica persistente. Conclui-se que a hipertensão é uma possível sequela cardiovascular da COVID-19, embora as evidências disponíveis na América do Sul ainda sejam limitadas. São necessários estudos longitudinais com maior qualidade metodológica para melhor compreender a magnitude do fenômeno e orientar as estratégias de prevenção e acompanhamento clínico.
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