MORTALIDADE HOSPITALAR EM OCTOGENÁRIOS NO PARANÁ (2014-2024): PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, CAUSAS PRINCIPAIS E TENDÊNCIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28530Palavras-chave:
Idoso de 80 Anos ou Mais. Mortalidade Hospitalar. Quedas. Fragilidade. Cuidados Paliativos.Resumo
Analisar o perfil e tendências da morbimortalidade hospitalar em pacientes com 80+ anos no Paraná (2014-2024). Estudo retrospectivo com dados do DATASUS (SIH/SUS), analisando 614.989 internações e 99.286 óbitos por CID-10 e ano. A taxa de mortalidade geral foi de 16,14%. As principais causas de óbito foram doenças infecciosas (letalidade de 36,98%) e respiratórias, além de fraturas de fêmur e traumatismo intracraniano causados por quedas, na categoria de lesões consequentes de causas externas. A taxa de mortalidade atingiu um pico de 21,22% em 2021, durante a pandemia. A longa permanência hospitalar correlacionou-se com maior risco de óbito e indicou internações sociais (Transtornos mentais, 10,3 dias). Conclui-se que a alta mortalidade reflete falhas estruturais na prevenção (quedas), iatrogenias hospitalares e transição do cuidado, indicando a necessidade de fortalecer a Atenção Primária e os Cuidados Paliativos.
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