O CORPO COMO TERRITÓRIO ORIGINÁRIO: AS RELAÇÕES DE PODER GERADAS PELA LOGOSPIRATARIA NA (DES)CONSTRUÇÃO DO LAÇO ESPIRITUAL DO CORPO COM O TERRITÓRIO PELOS INDÍGENAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28354Palavras-chave:
Relações de poder. Corpo-território. Logospirataria. Indigenato. Amazônia.Resumo
O objetivo precípuo deste artigo é analisar sociojuridicamente o corpo como território indígena e as relações de poder geradas pela logospirataria na (des)construção do laço espiritual entre o indígena e sua terra ancestral. A metodologia fundamenta-se no materialismo histórico-dialético, estruturado no confronto entre tese, antítese e síntese, adotando-se uma abordagem qualitativa, teórica, bibliográfica e documental. Os resultados demonstram que o corpo indígena funciona como um mapa vivo de relações espirituais e históricas, cuja integridade é ameaçada por ofensivas logospiratas contemporâneas, como a tese do Marco Temporal e a PEC 215. A discussão evidencia que tais investidas buscam desarticular o elo sagrado para viabilizar a exploração predatória da Amazônia. Conclui-se que a resistência indígena, por meio da afirmação do direito à palavra e da Tese do Indigenato, é essencial para a manutenção do Bem Viver e da dignidade humana. Como recomendação, propõe-se a consolidação de políticas públicas que reconheçam o indigenato e o fortalecimento de estratégias jurídicas, como a inversão do ônus da prova em litígios socioambientais, visando salvaguardar a continuidade física, cultural e metafísica dos povos originários frente à violência simbólica e material da logospirataria.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY