MUTAÇÕES BACTERIANAS E RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA: MECANISMOS GENÉTICOS E IMPLICAÇÕES EM SAÚDE PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28080Palavras-chave:
Resistência Antimicrobiana. Mutações Bacterianas. Saúde Pública.Resumo
Este estudo analisa os mecanismos genéticos associados às mutações bacterianas e suas implicações na resistência antimicrobiana (RAM), um grave desafio para a saúde pública global. Por meio de uma revisão de literatura fundamentada em patógenos de alta vigilância epidemiológica, como Escherichia coli, Salmonella enterica, Shigella spp. e Campylobacter spp., examinaram-se as bases moleculares que conferem evasão aos principais antibióticos bactericidas e bacteriostáticos. Os resultados demonstram que a pressão seletiva exercida pelo uso indiscriminado e por concentrações subinibitórias de fármacos acelera de forma crítica a fixação de mutações cromossômicas vantajosas e a expressão de fenótipos mutadores. Além dos severos impactos clínicos, epidemiológicos e socioeconômicos, que resultam no aumento expressivo da morbimortalidade global, o trabalho destaca a urgência de respostas integradas. Conclui-se que o avanço evolutivo da RAM exige a consolidação de programas multidisciplinares de gerenciamento de antimicrobianos (stewardship), o fortalecimento de medidas institucionais de controle de infecções e o fomento a alternativas terapêuticas inovadoras, como a fagoterapia, essenciais para mitigar a perda de eficácia da antibioticoterapia convencional e salvaguardar os sistemas de saúde.
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