ITINERÁRIO TERAPÊUTICO DE PACIENTES TRANSFERIDOS DO CAPS II PARA O AMBULATÓRIO DE SAÚDE MENTAL: AVANÇO NO ACOMPANHAMENTO OU DESASSISTÊNCIA?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.28016

Palavras-chave:

Saúde mental. Centro de Atenção Psicossocial. Medicalização.

Resumo

Esse artigo buscou analisar o itinerário terapêutico de usuários em sofrimento psíquico grave transferidos do Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II) para um Ambulatório de Saúde Mental em um município do Recôncavo da Bahia, no período de 2022 a 2024. Trata-se de uma pesquisa documental, realizada a partir da análise de 127 prontuários, com o objetivo de investigar os motivos das transferências, as modalidades de cuidado ofertadas e os desdobramentos clínicos após o encaminhamento. Os resultados evidenciaram que a maioria dos usuários recebeu acompanhamento centrado na medicalização, sendo 60,7% atendidos apenas com medicação presencial, enquanto 26,2% tiveram administração domiciliar de medicamentos e apenas 13,1% acesso simultâneo à psicoterapia. As principais justificativas para transferência foram a não adesão ao CAPS e dificuldades de locomoção, além de elevado número de registros sem justificativa. Observou-se ainda a ocorrência de crises em parte significativa dos casos e ausência de acompanhamento posterior para alguns usuários. Conclui-se que há fragilidades nos fluxos da Rede de Atenção Psicossocial, indicando a necessidade de revisão dos processos de transferência e fortalecimento do cuidado territorial.

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Biografia do Autor

Larissa Nascimento Pinto, UFRB

Psicológa, Especialista em Gestão em Saúde e Bacharela Interdisciplinar em Saúde  – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). 

Rafael Coelho Rodrigues, CCS/UFRB

Doutor em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Docente no Centro de Ciências da Saúde/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – CCS/UFRB. 

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Publicado

2026-09-23

Como Citar

Pinto, L. N., & Rodrigues, R. C. (2026). ITINERÁRIO TERAPÊUTICO DE PACIENTES TRANSFERIDOS DO CAPS II PARA O AMBULATÓRIO DE SAÚDE MENTAL: AVANÇO NO ACOMPANHAMENTO OU DESASSISTÊNCIA?. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–25. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.28016