EXTENSÃO RURAL, CAPITALISMO E COLONIALIDADE DO CAMPO PELA REVOLUÇÃO VERDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.27603Palavras-chave:
Políticas públicas. Colonização. Desenvolvimento.Resumo
O presente artigo tem como objetivo investigar o processo de implantação da Extensão Rural no Brasil à luz das concepções colonialistas associadas à Revolução Verde. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada na análise histórico-social da introdução dessas ideias no país e de seus impactos na formulação do modelo de Extensão Rural implementado durante o período da Ditadura Militar. Como recorte temporal, delimitou-se o período compreendido entre o pós Segunda Guerra Mundial, com ênfase no início da década de 1960, até o início dos anos 1980, fase em que as diretrizes da Revolução Verde foram amplamente difundidas por técnicos vinculados a agências de pesquisa e instituições públicas de Extensão Rural. Os resultados indicam que, embora essa perspectiva de desenvolvimento tenha promovido, no curto prazo, avanços econômicos relevantes, também produziu efeitos sociais e ambientais adversos que se estenderam ao longo das décadas seguintes. Destacam-se, entre esses efeitos, a intensificação da concentração fundiária voltada à produção de commodities agrícolas e o consequente agravamento da exclusão social no país.
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