MEMÓRIA, IDENTIDADE E RESISTÊNCIA: A SAÚDE MENTAL ÍNDIGENA FRENTE AO RACISMO ESTRUTURAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.27468Palavras-chave:
Saúde mental. Racismo Sistêmico. Povos Indígenas.Resumo
Introdução: A saúde mental dos povos indígenas tem sido impactada por processos históricos e sociopolíticos de opressão, apagamento cultural e marginalização sistemática, configurando um cenário de adoecimento marcado pela violência simbólica e material. Objetivo: Analisar os efeitos do racismo estrutural na constituição da memória, identidade e resistência na saúde mental indígena. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura, com base nas diretrizes internacionais para revisões metodológicas. Foram consultadas as bases PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde, Lilacs, SciELO e Directory of Open Access Journals, considerando publicações entre 2020 e 2025 nos idiomas português, inglês e espanhol. Os critérios de inclusão contemplaram estudos qualitativos, revisões sistemáticas e estudos observacionais com abordagem interseccional entre saúde mental e questões étnico-raciais. Após triagem e análise de elegibilidade, doze estudos foram selecionados. Discussão: O racismo estrutural compromete o acesso aos serviços de saúde, deslegitima práticas de cura tradicionais e contribui para o sofrimento psíquico coletivo, afetando dimensões subjetivas como pertencimento, ancestralidade e continuidade cultural. Entretanto, destacaram-se estratégias de resistência baseadas em fortalecimento comunitário, revalorização dos saberes ancestrais e reivindicação de políticas públicas específicas. Conclusão: A revisão demonstra que o enfrentamento ao adoecimento psíquico entre povos indígenas exige a valorização da identidade cultural, escuta qualificada e práticas de cuidado interculturais, além de ações institucionais de combate às desigualdades raciais historicamente naturalizadas.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY