EXOSSOMOS NA ESTÉTICA CLÍNICA: DESAFIOS REGULATÓRIOS E PADRONIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27408Palavras-chave:
Exossomos. Estética clínica. Medicina regenerativa. Padronização. Regulamentação.Resumo
Os exossomos têm se destacado como uma abordagem inovadora na estética clínica, especialmente no contexto da medicina regenerativa, devido à sua capacidade de modular processos celulares. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente o uso de exossomos na estética clínica, com foco nos desafios relacionados à padronização de sua produção e às lacunas regulatórias quanto à sua classificação como produtos cosméticos ou agentes biológicos injetáveis. Trata-se de uma revisão narrativa crítica da literatura, baseada em buscas em bases de dados científicas, abrangendo publicações entre 2020 e 2025. Foram incluídos estudos sobre aplicações clínicas, técnicas de isolamento e obtenção, controle de qualidade e aspectos regulatórios dos exossomos. Os resultados indicam que, embora haja evidências preliminares de benefícios como rejuvenescimento cutâneo e estímulo à regeneração capilar, ainda existem limitações metodológicas relevantes. Observa-se também grande heterogeneidade nos protocolos de isolamento, caracterização e aplicação. Soma-se a isso a ausência de padronização técnica e de um marco regulatório claro, o que gera incertezas quanto à segurança de seu uso, especialmente em procedimentos invasivos. Conclui-se que, apesar do potencial promissor dos exossomos na estética clínica e na medicina regenerativa, sua aplicação segura depende de avanços na padronização dos processos, validação científica robusta e desenvolvimento de regulamentações específicas.
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