ATIVISMO JUDICIAL E O DIREITO À SAÚDE: O EMBATE ENTRE O MÍNIMO EXISTENCIAL E A RESERVA DO POSSÍVEL NO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO SOB A ÓTICA DA SEPARAÇÃO DE PODERES

Autores

  • Cássio Galvão Generoso Ferreira Faculdade Santo Antônio
  • Rafael Gaspar Hoffmann UNISAL

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27314

Palavras-chave:

Ativismo judicial. Separação de Poderes. Direito à saúde. Mínimo existencial. Reserva do possível.

Resumo

Este artigo analisa o conflito entre o princípio do mínimo existencial e a cláusula da reserva do possível no fornecimento judicial de medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde, sob a ótica da separação de Poderes e da legitimidade do ativismo judicial. A metodologia empregada possui natureza qualitativa com método dedutivo, fundamentando-se em pesquisa bibliográfica na doutrina constitucionalista e em análise jurisprudencial de precedentes vinculantes do Supremo Tribunal Federal, tais como os Temas 500, 793 e 1.234. Os resultados indicam que a Suprema Corte consolidou parâmetros técnicos rigorosos, estabelecendo que a ausência de registro na ANVISA impede, em regra, o fornecimento judicial, permitindo exceções apenas em caso de mora irrazoável da agência e cumprimento de requisitos cumulativos. Ademais, a reserva do possível não pode obstar o mínimo existencial de forma genérica, exigindo-se a demonstração de indisponibilidade financeira pelo Estado. Conclui-se que a intervenção do Poder Judiciário em políticas públicas de saúde não viola a separação de poderes quando visa resguardar o núcleo essencial da dignidade humana. Essa atuação é legítima desde que pautada pela autocontenção, capacidade institucional e estrita limitação ao controle de legalidade, sendo expressamente vedada a incursão no mérito administrativo do gestor público.

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Biografia do Autor

Cássio Galvão Generoso Ferreira, Faculdade Santo Antônio

Graduando em Direito pela Faculdade Santo Antônio.

Rafael Gaspar Hoffmann, UNISAL

Professor de Direito da Faculdade Santo Antônio. Mestre em Direito Constitucional pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL.

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Publicado

2026-06-04

Como Citar

Ferreira, C. G. G., & Hoffmann, R. G. (2026). ATIVISMO JUDICIAL E O DIREITO À SAÚDE: O EMBATE ENTRE O MÍNIMO EXISTENCIAL E A RESERVA DO POSSÍVEL NO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO SOB A ÓTICA DA SEPARAÇÃO DE PODERES. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27314