GEOGRAFIA CULTURAL DAS PERIFERIAS: CORPO, ARTE E RESISTÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27058Palavras-chave:
Geografia Cultural. Periferia. Corpo-território. Arte urbana. Resistência.Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar como as manifestações culturais das periferias urbanas participam da produção do espaço vivido, compreendendo o corpo, a arte e a rua como dimensões fundamentais da construção de territorialidades, identidades e formas de resistência. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, levantamento de fontes secundárias e consulta a materiais disponíveis em ambiente digital, adotando abordagem qualitativa e interpretativa. A análise evidenciou que a periferia não pode ser reduzida à ideia de carência, precariedade ou afastamento em relação ao centro urbano, pois também se constitui como espaço de criação cultural, memória, sociabilidade e pertencimento. Os resultados indicam que práticas como grafite, música, dança, moda, linguagem, saraus, batalhas de rima e ocupações artísticas da rua transformam muros, praças, becos e calçadas em territórios simbólicos de expressão e disputa. Conclui-se que a cultura periférica atua como forma de apropriação do espaço urbano, revelando a periferia como território vivo, produtor de sentidos, identidades e resistências cotidianas.
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