DIMENSIONAMENTO DO EFETIVO DO GRUPO DE INTERVENÇÃO EM OCORRÊNCIAS CRÍTICAS: PROPOSTA METODOLÓGICA FUNDAMENTADA NA DOUTRINA DE GERENCIAMENTO DE CRISES DA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26838Palavras-chave:
Gerenciamento de Crises. Grupo de Intervenção. Dimensionamento de Efetivo. Operações Especiais. Tomada de Decisão.Resumo
A atuação do Grupo de Intervenção (GI) da Companhia Comandos e Operações Especiais (Cia. COE) do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Paraná (PMPR) em ocorrências críticas exige que o Comandante da Cia. COE tome decisões rápidas e tecnicamente embasadas quanto ao dimensionamento do efetivo a ser mobilizado. A ausência de parâmetros objetivos para essa decisão pode resultar em subdimensionamento — com comprometimento da segurança dos operadores e das vítimas — ou superdimensionamento — com desperdício de recursos humanos especializados e escassos. O presente estudo propõe um modelo metodológico para o dimensionamento do efetivo do GI em ocorrências críticas, fundamentado na doutrina de gerenciamento de crises estabelecida pela Diretriz n.º 005/2011-PM/3, atualizada pela Diretriz n.º 005/2021-PM/3, da PMPR. O modelo estrutura-se em cinco critérios objetivos de análise — tipologia da crise, armamento empregado pelo Causador do Evento Crítico (CEC), número de envolvidos, complexidade do ambiente e nível de acesso ao ponto crítico — aos quais são atribuídos valores graduados de 1 a 3. A média aritmética dos critérios apurados determina o nível de risco da ocorrência e, consequentemente, a quantidade de operadores do GI necessários para o atendimento. A proposta demonstra elevada compatibilidade com a doutrina vigente e com os princípios constitucionais da proporcionalidade e da eficiência, configurando-se como ferramenta técnica de apoio à tomada de decisão operacional.
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