CONSERVAÇÃO DAS ANGIOSPERMAS NA ZONA URBANA DO MUNICÍPIO DO UÍGE, ANGOLA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26550Palavras-chave:
Angiospermas. Uíge. Conservação da Flora. Urbanização. Ecologia Urbana.Resumo
A Província do Uíge, no noroeste de Angola, destaca-se pela sua vasta biodiversidade, situada em uma zona de transição entre floresta densa e savana. No entanto, a urbanização desordenada e o crescimento demográfico têm provocado a substituição de angiospermas nativas por espécies exóticas e infraestruturas urbanas. Este artigo de revisão bibliográfica analisa o estado de conservação das angiospermas na zona urbana do Uíge, fundamentando-se em uma abordagem qualitativa e exploratória. A pesquisa revela que as famílias Fabaceae e Rubiaceae são as mais representativas, mas enfrentam ameaças críticas como a expansão habitacional horizontal e o abate de espécimes lenhosos para produção de carvão. Embora a Lei n.º 5/98 (Lei de Bases do Ambiente) estabeleça a proteção da flora, sua aplicação prática é dificultada pela lacuna na fiscalização municipal e pela falta de inventários taxonômicos detalhados. Os resultados destacam o papel vital dos quintais tradicionais como unidades de conservação ex situ. Conclui-se que a sustentabilidade urbana do município depende da implementação de infraestruturas verdes, monitoramento por detecção remota e da integração da biodiversidade botânica no planejamento do território para mitigar o empobrecimento ecológico irreversível.
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