GOVERNANÇA DIGITAL PARTICIPATIVA E INCLUSIVA NO ENSINO SUPERIOR: UMA ANÁLISE DA APLICABILIDADE DE UM MODELO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL À GESTÃO UNIVERSITÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.26512Palavras-chave:
Acessibilidade. Modelo participativo. Transformação digital.Resumo
A transformação digital nas instituições públicas, especialmente nas universidades, inclui desafios que vão além da tecnologia, exigindo a construção de novos modelos de gestão. O gestor contemporâneo deve atuar multidisciplinarmente com mecanismos de participação, inclusão e transparência. Nesse contexto, plataformas digitais devem ser compreendidas como instrumentos estratégicos de governança da informação, capazes de promover acessibilidade e equidade no ambiente acadêmico. Este estudo propõe uma análise crítico-reflexiva sobre a construção colaborativa de sistemas informacionais universitários, com foco na inclusão de pessoas com deficiência. A pesquisa tem como objetivo principal investigar a aplicabilidade de um modelo participativo de governança digital no ensino superior, baseado na experiência da Educação Especial no município de Betim (Brasil), descrita na tese de Araújo. A metodologia adotada foi o estudo de caso, com abordagem qualitativa e análise de dados empíricos na atuação de servidores de uma universidade Federal e uma universidade municipal. Os resultados indicam que a construção de sistemas digitais com participação ativa de educadores e gestores fortalece a gestão democrática, melhora a acessibilidade e legitima os processos institucionais. Propostas como a de Araújo ultrapassam o campo da Educação Especial, oferecendo diretrizes viáveis para a reinvenção da gestão universitária pública. Conclui-se que modelos colaborativos de governança digital promovem soluções mais humanas, eficientes e sustentáveis, ampliando o protagonismo da comunidade acadêmica na construção de plataformas inclusivas e na formulação de políticas institucionais.
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