AVALIAÇÃO E MANEJO DA DOR EM PACIENTES DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26445Palabras clave:
Dor. Unidades de Terapia Intensiva. Medição da Dor. Manejo da Dor.Resumen
A dor é um dos sintomas mais prevalentes e debilitantes em pacientes críticos, constituindo-se como desafio constante para as equipes de terapia intensiva. Sua avaliação é particularmente complexa devido à alta prevalência de pacientes com capacidade de comunicação verbal comprometida. Objetivo: Analisar as evidências científicas atuais sobre a avaliação e o manejo da dor em pacientes de unidade de terapia intensiva, discutindo instrumentos de mensuração, estratégias terapêuticas e desafios para implementação de protocolos de analgesia. Método: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados MEDLINE, LILACS, SciELO, CINAHL e Cochrane Library. Utilizou-se a estratégia PICO para elaboração da questão norteadora. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem avaliação e/ou manejo da dor em pacientes adultos em UTI. Resultados: A análise evidenciou que a dor afeta 50% a 80% dos pacientes críticos, sendo frequentemente subdiagnosticada. A Behavioral Pain Scale e a Critical-Care Pain Observation Tool destacaram-se como instrumentos validados para avaliação em pacientes não comunicativos. As evidências apontam para estratégias multimodais de analgesia que integrem intervenções farmacológicas e não farmacológicas, priorizando a redução de opioides. As principais barreiras identificadas incluem ausência de protocolos institucionais, sobrecarga de trabalho, insuficiência de capacitação profissional e cultura assistencial focada em parâmetros fisiológicos. Considerações finais: Persiste lacuna significativa entre conhecimento teórico e prática clínica nas UTIs brasileiras. A implementação de protocolos sistematizados, capacitação profissional e mudanças culturais são essenciais para qualificar o cuidado e melhorar os desfechos clínicos.
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