AS DESIGUALDADES NO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA COMPARATIVA ENTRE MACRORREGIÕES DO PARANÁ E REGIÕES NORTE E NORDESTE DO BRASIL (2016–2025)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.25773Palavras-chave:
Câncer de colo do útero. Epidemiologia. Desigualdade em saúde. Rastreamento. Saúde pública. DATASUS.Resumo
Introdução: O câncer de colo do útero continua sendo um importante problema de saúde pública no Brasil, refletindo desigualdades estruturais no acesso aos serviços de saúde. Objetivo: Analisar os padrões epidemiológicos de rastreamento e diagnóstico do câncer de colo do útero nas macrorregiões do Paraná em comparação com as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Métodos: Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo baseado em dados secundários do DATASUS (SISCAN e Painel de Oncologia), abrangendo o período de 2016 a 2025, incluindo mulheres de 35 a 44 anos. Foi realizada análise estatística descritiva utilizando frequências absolutas e relativas.Resultados: Observou-se alta concentração de diagnósticos na macrorregião Sul do Paraná (99,4%). A cobertura do rastreamento foi semelhante entre o Paraná (10,66%) e o Norte (10,72%), mas menor no Nordeste (8,48%). Uma redução significativa nos exames de rastreio ocorreu em 2020 devido à pandemia de COVID-19, seguida por uma recuperação desigual entre as regiões. Conclusão: Apesar de ser evitável, o câncer do colo do útero continua associado a desigualdades estruturais no acesso e na qualidade da assistência à saúde, o que destaca a necessidade de fortalecer as políticas de saúde pública voltadas para a melhoria do rastreio e a redução das disparidades regionais.
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