BREVE DISCUSSÃO SOBRE A ORIGEM DO AUTISMO ENTRE OS HOMO NEANDERTHALENSIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25328Palavras-chave:
Neurociência. Autismo. Neanderthais.Resumo
O presente artigo abrange uma discussão baseada na hipótese do transtorno do espectro autista (TEA) entre os homo neandertalensis, observando as correspondências entre as interações sociais e suas organizações, rigidez cognitiva, padrões de comportamentos, desenvolvimento cerebral e as características diagnósticas do transtorno. A análise fundamenta-se em estudos recentes da genética, realizados por Alysson Muotri, que adicionou em células-tronco, no processo da cultivação de organoides (minicérebros) a edição do gene nova 1, que resultaram numa estrutura significativamente modificada, apresentando funcionamento correspondente ao de um cérebro neandertal, porém, que corroboram com aspectos de um cérebro diagnosticado com autismo nos tempos modernos. Ao observar as estruturas modificadas, embora a pesquisa aponte argumentos que atestam que a população neandertal é majoritariamente autista, considerando possíveis diferenças no desenvolvimento neurológico associadas a fatores genéticos e a ausência de “coerência central”, característica inerente ao TEA, além de uma notável estabilidade técnica e baixa fluidez cultural, a mesma pondera que há diversas limitações nessa interpretação, incluindo a necessidade de ter uma comunicação e cooperação eficaz para sobreviver nos ambientes hostis e nas atividades coletivas. O estudo aborda ainda fatores ambientais e a possível influência da exposição ao chumbo durante muitos anos, o que pode ter resultado em problemas ligados a memória e ao aprendizado, podendo contribuir para as hipóteses levantadas ao decorrer da pesquisa. Ademais, também é ressaltada e problematizada a insuficiência dos dados genéticos e arqueológicos para sustentar essa hipótese de forma conclusiva. Por fim, no estudo, conclui-se que, embora se tenham semelhanças entre características neandertais e o TEA, não possuem ainda evidências suficientes que afirmem que essa condição tem origem neandertal. É mais aceitável compreender essas características encontradas como parte da evolução da existência homo.
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