BULLYNG NO DESEMPENHO ESCOLAR: COMO PROFESSORES E ESTUDANTES ENXERGAM O BULLYNG
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25038Palavras-chave:
Bullying. Desempenho escolar. Aprendizagem. Clima escolar. Prevenção.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar os impactos do bullying no desempenho escolar, buscando compreender como professores e estudantes percebem o fenômeno e de que maneira suas manifestações interferem no processo de aprendizagem. O tema se justifica pela crescente incidência de violência entre pares nas escolas e pelos prejuízos emocionais, sociais e acadêmicos decorrentes dessa prática. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica fundamentada em autores como Dan Olweus, Cléo Fante, Miriam Abramovay e Antônio dos Santos Neto, que oferecem bases conceituais e análises consistentes sobre o bullying e suas repercussões no ambiente educativo. Os resultados da revisão apontam que o bullying é caracterizado por agressões intencionais e repetidas, marcadas pelo desequilíbrio de poder entre agressor e vítima. No contexto escolar, estudantes identificam o fenômeno com maior precisão por vivenciarem diretamente as interações cotidianas, enquanto professores, embora reconheçam sua gravidade, nem sempre conseguem intervir de forma imediata. Observou-se que vítimas de bullying apresentam queda no desempenho escolar, dificuldades de concentração, baixa autoestima e desmotivação, fatores que comprometem significativamente a aprendizagem. Além disso, o estudo indica que os efeitos não se restringem às vítimas, atingindo também agressores e espectadores. Conclui-se que o enfrentamento do bullying requer ações integradas, contínuas e compartilhadas por toda a comunidade escolar, incluindo políticas de prevenção, formação docente e fortalecimento das habilidades socioemocionais. Estratégias desse tipo são essenciais para promover um ambiente seguro, acolhedor e propício ao desenvolvimento integral dos estudantes.
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