ALFABETIZAÇÃO: MUDANÇAS CONCEITUAIS DE PROFESSORES DE ANOS INICIAIS APÓS FORMAÇÃO CONTINUADA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24649Palavras-chave:
Alfabetização. Formação continuada. Ciência da leitura.Resumo
Este artigo teve como objetivo analisar as mudanças conceituais de professores alfabetizadores acerca do conceito de alfabetização após a participação em uma formação continuada fundamentada em evidências da ciência da leitura e da psicologia cognitiva. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório-descritivo, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas aplicadas antes e após a formação. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo temática, possibilitando a identificação de categorias e a comparação entre os dois momentos investigativos. Os resultados indicam que, no pré-teste, predominava uma concepção de alfabetização centrada na decodificação e no ensino instrumental da leitura e da escrita. No pós-teste, observou-se uma ampliação conceitual significativa, com a emergência de uma compreensão mais processual, contínua e multidimensional da alfabetização, incorporando aspectos como compreensão leitora, leitura de mundo e desenvolvimento cognitivo. Conclui-se que a formação continuada baseada em evidências científicas desempenha papel fundamental na reorganização conceitual dos professores, impactando diretamente o trabalho docente e favorecendo práticas pedagógicas mais alinhadas aos processos cognitivos envolvidos na aprendizagem da leitura e da escrita.
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