DRENAGEM TORÁCICA ISOLADA VERSUS ASSOCIADA À FIBRINÓLISE INTRAPLEURAL NA PNEUMONIA COMPLICADA EM CRIANÇAS: ESTUDO RETROSPECTIVO EM HOSPITAL SECUNDÁRIO DO CEARÁ, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24606Palavras-chave:
Pneumonia. Derrame Pleural. Fibrinolíticos. Terapêutica. Pediatria.Resumo
Introdução: A pneumonia adquirida na comunidade complicada por derrame pleural/empiema em crianças está associada a hospitalizações prolongadas e necessidade de intervenções invasivas. A fibrinólise intrapleural surge como alternativa menos invasiva à cirurgia, porém seus benefícios clínicos permanecem controversos. Objetivo: Comparar os desfechos clínicos entre drenagem torácica isolada e drenagem associada à fibrinólise intrapleural. Métodos: Estudo retrospectivo realizado em hospital secundário do Ceará, incluindo crianças submetidas à drenagem torácica com ou sem fibrinolítico conforme protocolo institucional (2023). Avaliou-se tempo de internação, permanência do dreno, complicações e necessidade de cirurgia. Resultados: Foram incluídas 16 crianças, com média de idade de 55,8 meses. O tempo médio de internação foi > 20 dias. Não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos; contudo, observou-se tendência à redução do tempo de internação e permanência do dreno no grupo fibrinolítico. Apenas um paciente necessitou de toracotomia. Discussão: Apesar da ausência de significância estatística, a tendência observada sugere possível benefício clínico da fibrinólise, especialmente em contextos de hospital secundário, onde a redução do tempo de internação pode impactar utilização de recursos e necessidade de transferência para centros cirúrgicos especializados. Conclusão: A fibrinólise mostrou-se segura e potencialmente vantajosa, devendo ser avaliada em estudos prospectivos com maior poder estatístico.
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