CURRÍCULO E DIVERSIDADE: A ESCOLA COMO ESPAÇO DE RECONHECIMENTO E (RE)CONSTRUÇÃO DAS DIFERENÇAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24579Palavras-chave:
Currículo. Diversidade. Escola. Reconhecimento. Educação.Resumo
Historicamente, o currículo escolar foi estruturado a partir de perspectivas homogêneas e eurocêntricas, o que contribuiu para a invisibilização de sujeitos, saberes e culturas diversas presentes no contexto escolar ao longo dos anos. Com isso, a temática do currículo e da diversidade tem estado bastante presente nas discussões educacionais atuais, sobretudo frente às exigências por uma escola mais inclusiva e democrática. O presente artigo objetiva então analisar o currículo escolar à luz da diversidade, discutindo o papel da escola na promoção do reconhecimento, do respeito e da valorização das diferenças culturais, sociais, étnico-raciais, de gênero e de outros marcadores identitários. Trata-se, do ponto de vista metodológico, de uma pesquisa do tipo bibliográfica. Para tal, debruçamo-nos sobre as reflexões teóricas de autores cujas contribuições são imprescindíveis para esta discussão, como Apple (1989), Moreira (2001; 2013), Moreira e Candau (2003) e Silva (1990; 2000). Os resultados indicam que o currículo, historicamente, tem contribuído tanto para a reprodução de desigualdades quanto para a possibilidade de transformação social. Evidenciou-se que práticas fundamentadas no multiculturalismo crítico e na educação intercultural ampliam as condições para a construção de uma justiça curricular, ao promover o diálogo entre saberes e a problematização das hierarquias culturais. Constatou-se, ainda, que a efetiva valorização da diversidade exige não apenas a inclusão de novos conteúdos, mas a revisão crítica das bases epistemológicas que orientam a seleção e organização do conhecimento escolar. Conclui-se que o objetivo proposto foi alcançado, uma vez que o estudo possibilitou analisar criticamente o currículo sob a perspectiva da diversidade e evidenciar a escola como espaço de reconhecimento e (re)construção das diferenças. Reafirma-se, contudo, que a consolidação de um currículo comprometido com a equidade depende de formação docente crítica, políticas públicas consistentes e engajamento coletivo na construção de práticas pedagógicas democráticas.
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