MUDANÇAS NA PREVALÊNCIA DA COBERTURA DE PLANOS MÉDICOS DE SAÚDE ENTRE ADULTOS NO BRASIL: ANÁLISE COMPARATIVA DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE (2013 E 2019)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24264Palavras-chave:
Planos de saúde. Cobertura de serviços de saúde. Inquéritos epidemiológicos. Desigualdades em saúde. Equidade em saúde.Resumo
Estimar a prevalência da cobertura de planos médicos de saúde na população adulta (18 a 59 anos), analisando suas variações segundo características socioeconômicas e demográficas entre os anos de 2013 e 2019. Estudo transversal com dados secundários da Pesquisa Nacional Saúde 2013 e 2019. Foram incluídos 121.765 adultos de 2013 e 164.291 de 2019. A prevalência de plano médico de saúde foi autorreferida e descrita segundo variáveis socioeconômicas e demográficas. Foram estimadas as prevalências e os respectivos IC95% para cada ano. A mudança da prevalência foi apresentada por meio da diferença absoluta que estimou a magnitude e a variação no período por meio de Modelos Linear Generalizado (GLM), usando a distribuição Gaussiana. Utilizou-se teste de qui-quadrado de Pearson para confirmar diferenças. A prevalência de cobertura de plano médico de saúde reduziu para 26,3% (IC95: 25,5-27,1) em 2019, ante 29,5% (IC95: 28,5-30,5) em 2013, diferença absoluta de -3,2% (IC95: -4,4; -1,8; p-valor <0,001). Redução estatisticamente significante foi observada em ambos os sexos, em todas as idades, grupos raciais, inseridos ou não no mercado de trabalho, níveis de escolaridade e tipo de cidade de residência. Porém, não houve mudança para as pessoas no maior nível de renda e da região sul do país. Verificou-se redução da prevalência da cobertura de plano médico de saúde ao longo dos seis anos dos inquéritos e sua associação a características socioeconômicas e demográficas. Esses achados apontam os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS).
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