A INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS BUCAIS DELETÉRIOS NA ETIOLOGIA DAS MÁS OCLUSÕES INFANTIS: REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32541Palavras-chave:
Má oclusão, Hábitos, Comportamento de sucção, Respiração bucal, CriançaResumo
Introdução: O desenvolvimento da oclusão infantil resulta da interação entre fatores genéticos, crescimento craniofacial, funções orais e condições ambientais. Nesse contexto, hábitos bucais persistentes, como sucção de chupeta e dedo, respiração bucal, interposição lingual e mordedura de objetos, podem modificar o equilíbrio muscular e dentoalveolar, favorecendo determinadas alterações oclusais. Objetivo: Analisar as evidências científicas recentes sobre a associação entre hábitos bucais deletérios e más oclusões em crianças, considerando os tipos de hábitos, a duração da exposição, os padrões oclusais observados e as implicações preventivas. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura de natureza descritiva e abordagem qualitativa, estruturada por uma pergunta norteadora baseada na estratégia PECO. Foram selecionados de forma dirigida dez estudos originais publicados entre 2021 e 2026, com foco em crianças na dentição decídua ou mista e desfechos relacionados à oclusão. As informações foram organizadas em quadro comparativo e interpretadas por síntese narrativa, sem metanálise. Resultados: Os estudos apontaram associações entre hábitos de sucção não nutritiva e mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e sobressaliência aumentada. Respiração bucal, alterações da deglutição e postura lingual também foram relacionadas a características oclusais e à maior necessidade de tratamento ortodôntico em determinadas amostras. A intensidade e a persistência dos hábitos, a faixa etária e a coexistência de exposições influenciaram a interpretação dos resultados. Conclusão: Hábitos bucais persistentes constituem fatores potencialmente modificáveis associados às más oclusões infantis, embora não expliquem isoladamente sua etiologia multifatorial. O acompanhamento odontopediátrico, a orientação familiar e a avaliação funcional precoce são fundamentais para reconhecer riscos e individualizar as medidas preventivas.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY