O ÍMPACTO DAS SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NA EVOLUÇÃO PARA LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31761Palavras-chave:
Síndromes mielodisplásicas, Leucemia mieloide aguda, Alterações genéticasResumo
Neste artigo, buscou-se sintetizar os principais achados relacionados aos mecanismos moleculares, fatores prognósticos e métodos de diagnóstico e monitoramento envolvidos na progressão das síndromes mielodisplásicas (SMD) para leucemia mieloide aguda (LMA). Foi realizada uma busca bibliográfica nas bases PubMed/MEDLINE e SciELO, utilizando descritores e os operadores booleanos AND e OR, seguida da seleção dos estudos conforme critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. Foram analisadas publicações de 2015 a 2026, incluindo estudos originais, revisão sistemática e meta-análise. Os resultados evidenciaram que a progressão das SMD para LMA está associada à evolução clonal, expansão de subclones e aquisição ou persistência de alterações genéticas. Entre os principais fatores relacionados à progressão destacaram-se o aumento do percentual de blastos, citopenias, carga mutacional e alterações em genes como FLT3, RAS, NPM1, IDH1/2, TP53, RUNX1, SRSF2, ASXL1, DNMT3A e STAG2. Os métodos identificados incluíram NGS, citogenética, sequenciamento de célula única, qPCR e citometria de fluxo. Conclui-se que a integração de dados clínicos, hematológicos, citogenéticos e moleculares é fundamental para uma avaliação abrangente do risco de transformação para LMA e para o acompanhamento individualizado dos pacientes.
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