INTERNAÇÕES POR HIPERTENSÃO ARTERIAL NO ESTADO DE ALAGOAS: UMA CONDIÇÃO SENSÍVEL À ATENÇÃO PRIMÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31610Palavras-chave:
Hipertensão, Hospitalização, Atenção Primária à Saúde, Doenças não Transmissíveis, Sistema Único de SaúdeResumo
Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico e os gastos das internações por hipertensão arterial no Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de Alagoas, Brasil, entre 2016 e 2025. Trata-se de estudo ecológico e descritivo, com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) referentes às internações por hipertensão essencial (CID-10 I10) e com as estimativas populacionais do Ministério da Saúde. Foram analisados sexo, faixa etária, caráter da internação, tempo de permanência, internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), óbito, Região de Saúde, taxa de internação por 10.000 habitantes e gastos hospitalares corrigidos pelo IPCA, por meio de estatística descritiva. Foram registradas 4.507 internações; o número anual passou de 695 em 2016 para 250 em 2025, e a taxa, de 2,18 para 0,78 por 10.000 habitantes (redução de 64,4%). Predominaram o sexo feminino (67,1%), a faixa etária de 60 anos ou mais (47,7%), as internações de urgência (91,9%) e a permanência de até três dias (41,8%); 5,7% das internações envolveram UTI e 2,8% evoluíram para óbito. A 1ª Região de Saúde concentrou 30,6% das internações, e a 5ª Região apresentou a maior taxa média. O gasto total anual diminuiu de R$ 391.173,91 para R$ 165.658,59, enquanto o gasto médio por internação aumentou de R$ 562,84 para R$ 662,63. As internações por hipertensão diminuíram no período, mas persistiram diferenças entre as Regiões de Saúde e o predomínio de hospitalizações de urgência entre pessoas idosas, o que reforça a importância do acompanhamento contínuo na Atenção Primária à Saúde.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY