PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE NEONATAL NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL

Autores

  • Kamila Dias Soares Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar https://orcid.org/0009-0004-2251-0682
  • Manoel Holanda Soares Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar
  • José Augustinho Mendes Santos Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar
  • Tâmyssa Simões dos Santos Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31600

Palavras-chave:

Mortalidade Infantil, Recém-Nascido, Nascimento Prematuro, Epidemiologia Descritiva, Sistemas de Informação em Saúde

Resumo

Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da mortalidade neonatal no estado de Alagoas, Brasil, entre 2015 e 2024. Trata-se de estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram calculadas frequências absolutas e relativas e taxas de mortalidade neonatal por 1.000 nascidos vivos, segundo características do recém-nascido, da gestação e da mãe, causas básicas do óbito e Regiões de Saúde. No período, ocorreram 4.435 óbitos neonatais, dos quais 76,9% no período neonatal precoce. A taxa de mortalidade neonatal passou de 10,4 em 2015 para 9,1 por 1.000 nascidos vivos em 2024. Predominaram o sexo masculino (54,3%), a raça/cor parda (74,3%), o peso ao nascer inferior a 2.500 g (65,5%), a idade gestacional inferior a 37 semanas (62,3%), o parto vaginal (51,2%) e as mães de 20 a 29 anos (38,7%). As afecções originadas no período perinatal responderam por 77,7% dos óbitos, principalmente a septicemia bacteriana do recém-nascido (22,9%) e o desconforto respiratório do recém-nascido (21,8%), seguidas das malformações congênitas (19,0%). A 9ª Região de Saúde apresentou a maior taxa do período (10,4 por 1.000 nascidos vivos). Conclui-se que a mortalidade neonatal em Alagoas teve redução discreta no período e permaneceu concentrada na primeira semana de vida, entre recém-nascidos prematuros e de baixo peso, com diferenças entre as Regiões de Saúde.

0 0

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Kamila Dias Soares, Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

    Estudante de enfermagem - Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA). 

  • Manoel Holanda Soares, Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

    Mestre em Ensino e Formação de Professores pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Professor e Coordenador do Curso de Enfermagem da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (Fasvipa).

  • José Augustinho Mendes Santos, Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

    Enfermeiro. Doutorando em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Professor da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar.

  • Tâmyssa Simões dos Santos, Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

    Enfermeira. Doutoranda em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Professora da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar.

Downloads

Publicado

2026-11-05

Como Citar

Soares, K. D., Soares, M. H., Santos, J. A. M., & Santos, T. dos. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE NEONATAL NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(11), 1-17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31600