PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE NEONATAL NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31600Palavras-chave:
Mortalidade Infantil, Recém-Nascido, Nascimento Prematuro, Epidemiologia Descritiva, Sistemas de Informação em SaúdeResumo
Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da mortalidade neonatal no estado de Alagoas, Brasil, entre 2015 e 2024. Trata-se de estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram calculadas frequências absolutas e relativas e taxas de mortalidade neonatal por 1.000 nascidos vivos, segundo características do recém-nascido, da gestação e da mãe, causas básicas do óbito e Regiões de Saúde. No período, ocorreram 4.435 óbitos neonatais, dos quais 76,9% no período neonatal precoce. A taxa de mortalidade neonatal passou de 10,4 em 2015 para 9,1 por 1.000 nascidos vivos em 2024. Predominaram o sexo masculino (54,3%), a raça/cor parda (74,3%), o peso ao nascer inferior a 2.500 g (65,5%), a idade gestacional inferior a 37 semanas (62,3%), o parto vaginal (51,2%) e as mães de 20 a 29 anos (38,7%). As afecções originadas no período perinatal responderam por 77,7% dos óbitos, principalmente a septicemia bacteriana do recém-nascido (22,9%) e o desconforto respiratório do recém-nascido (21,8%), seguidas das malformações congênitas (19,0%). A 9ª Região de Saúde apresentou a maior taxa do período (10,4 por 1.000 nascidos vivos). Conclui-se que a mortalidade neonatal em Alagoas teve redução discreta no período e permaneceu concentrada na primeira semana de vida, entre recém-nascidos prematuros e de baixo peso, com diferenças entre as Regiões de Saúde.
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