PERFIL DA MORTALIDADE POR ENTEROCOLITE NECROSANTE EM CRIANÇAS MENORES DE UM ANO NO BRASIL, 2015-2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31598Palavras-chave:
Enterocolite Necrosante, Mortalidade Infantil, Recém-Nascido Prematuro, Sistemas de Informação em SaúdeResumo
Este estudo descreveu a mortalidade por enterocolite necrosante em crianças menores de um ano no Brasil, de 2015 a 2024. Trata-se de estudo ecológico com os óbitos por enterocolite necrotizante do feto e do recém-nascido como causa básica (código P77 da Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão), registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), e com os nascidos vivos do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Calcularam-se taxas por 100 mil nascidos vivos para o país, as regiões e as unidades da federação e segundo o componente etário (neonatal precoce, neonatal tardio e pós-neonatal). Ocorreram 6.763 óbitos, com taxa de 24,6 por 100 mil nascidos vivos no período. A taxa passou de 18,6 em 2015 para 28,0 em 2024; o número de óbitos atingiu o máximo em 2019 (737) e diminuiu até 2024 (670), enquanto os nascidos vivos caíram 16,1% entre 2019 e 2024. Predominaram óbitos entre 7 e 27 dias de vida (53,7%), no sexo masculino (55,5%), em prematuros (84,5%) e em crianças com menos de 1.500 g (66,7%). Por componente etário, a taxa do período foi de 13,2 no neonatal tardio, 8,1 no pós-neonatal e 3,3 no neonatal precoce. O Sudeste teve a maior taxa regional (27,6), e Sergipe, a maior estadual (48,1). A enterocolite necrosante é causa relevante de morte infantil no Brasil, concentrada em prematuros e recém-nascidos de muito baixo peso, o que reforça a importância da prevenção da prematuridade e do cuidado intensivo neonatal qualificado.
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