FRATURAS MANDIBULARES: TRATAMENTO ABERTO VERSUS TRATAMENTO FECHADO — UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31511Palavras-chave:
Fraturas mandibulares, Côndilo mandibular, Fixação de fratura, Redução fechada, Cirurgia bucalResumo
As fraturas mandibulares exigem uma avaliação criteriosa para a definição da conduta terapêutica, especialmente quanto à escolha entre o tratamento aberto, baseado na redução aberta e fixação interna, e o tratamento fechado, fundamentado em métodos conservadores e na estabilização maxilomandibular. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis sobre essas duas abordagens, comparando suas indicações clínicas, vantagens, limitações, resultados funcionais e oclusais e possíveis complicações. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com levantamento bibliográfico nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e Cochrane Library. Foram considerados estudos relacionados ao tratamento aberto e fechado das fraturas mandibulares, incluindo revisões sistemáticas, metanálises, ensaios clínicos randomizados, estudos retrospectivos e revisões da literatura. Após a análise da pertinência temática e da disponibilidade dos registros bibliográficos e resumos, 23 estudos foram selecionados para compor a revisão e organizados em categorias temáticas. Observou-se predomínio de publicações relacionadas às fraturas do processo condilar. Os achados de uma metanálise sobre fraturas condilares extracapsulares unilaterais indicaram que a redução aberta com fixação interna esteve associada a melhores resultados quanto à oclusão, à abertura bucal máxima, ao desvio lateral e aos movimentos de lateralidade, sem diferença estatisticamente significativa em relação à dor na articulação temporomandibular. Além disso, estudos retrospectivos apontaram que o nível da fratura e o grau de deslocamento constituem fatores relevantes para a escolha terapêutica. Verificou-se, contudo, escassez de evidências específicas para fraturas localizadas fora do processo condilar e heterogeneidade entre os delineamentos metodológicos analisados. Conclui-se que a escolha entre o tratamento aberto e o fechado deve ser individualizada, considerando a localização e o deslocamento da fratura, a condição oclusal e as características clínicas do paciente, uma vez que não há evidências suficientes para estabelecer a superioridade absoluta de uma abordagem para todas as fraturas mandibulares.
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