ALEITAMENTO MATERNO, DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL E MÁS OCLUSÕES EM CRIANÇAS DE 0 A 6 ANOS: REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31465Palavras-chave:
Aleitamento Materno, Desenvolvimento Craniofacial, Má OclusãoResumo
Este estudo teve como objetivo analisar e consolidar as evidências disponíveis sobre a associação entre aleitamento materno, desenvolvimento craniofacial e ocorrência de más oclusões na infância. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter qualitativo e exploratório, baseada na análise de estudos científicos identificados nas bases PubMed/MEDLINE e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram considerados estudos relacionados ao aleitamento materno, aos hábitos de sucção não nutritiva e às características oclusais na infância, priorizando publicações em português, inglês e espanhol. Os resultados evidenciaram que a maior duração do aleitamento materno esteve associada, em alguns estudos, à menor frequência de hábitos de sucção não nutritiva e a condições oclusais mais favoráveis. Por outro lado, a persistência de hábitos como o uso prolongado de chupeta e a sucção digital apresentou associação mais consistente com alterações como mordida aberta anterior e aumento da sobressaliência. Entretanto, a predominância de estudos observacionais limita o estabelecimento de relações causais, e as evidências concentram-se principalmente nos desfechos oclusais. Conclui-se que o aleitamento materno e os hábitos de sucção não nutritiva devem ser considerados conjuntamente na avaliação do desenvolvimento da oclusão infantil, destacando-se a importância do acompanhamento odontológico precoce.
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