REABILITAÇÃO ORAL COM USO DE CERÂMICAS ODONTOLÓGICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31466Palavras-chave:
Cerâmicas odontológicas, Reabilitação oral, Dissilicato de lítio, CAD/CAM, Abordagem minimamente invasivaResumo
A reabilitação oral com cerâmicas odontológicas tem avançado com a evolução dos biomateriais, das abordagens minimamente invasivas e das tecnologias digitais. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre o desempenho clínico das cerâmicas odontológicas em procedimentos restauradores protéticos fixos, considerando os materiais, modalidades restauradoras, fatores associados às falhas e tendências tecnológicas. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases PubMed e BVS/LILACS, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2026, com texto completo gratuito e realizados em humanos. Após a seleção, foram incluídos 11 estudos, analisados de forma qualitativa, narrativa e comparativa. Os resultados demonstraram desempenho clínico favorável das restaurações cerâmicas, com destaque para o dissilicato de lítio, que apresentou resultados consistentes de sobrevida e longevidade, incluindo acompanhamento de até 16,9 anos. A zircônia e os sistemas CAD/CAM também apresentaram resultados favoráveis. As abordagens minimamente invasivas mostraram potencial para preservar a estrutura dental, enquanto os fluxos digitais contribuíram para o planejamento de reabilitações complexas. Apesar dos resultados favoráveis, foram observadas complicações como fraturas, chipping, descimentação, desgaste e falhas adesivas. Conclui-se que as cerâmicas odontológicas constituem alternativas restauradoras previsíveis, sendo o sucesso dependente da adequada seleção do material, indicação clínica, planejamento individualizado e execução da técnica restauradora.
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