MAL EPILÉPTICO NO PARANÁ: ANÁLISE EM GESTÃO DE SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31463Palavras-chave:
Epilepsia, Custos hospitalares, Gestão em saúdeResumo
Esse artigo buscou analisar a evolução das internações e dos gastos hospitalares relacionados ao tratamento de crises epilépticas mal controladas no estado do Paraná, entre 2019 e 2025, identificando tendências temporais, diferenças regionais e possíveis implicações para a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo e quantitativo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS-DATASUS), complementados por informações demográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicadores econômicos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os resultados demonstraram crescimento de 86,5% no número de internações, passando de 2.714 em 2019 para 5.061 em 2025. A Macrorregião Leste concentrou mais de metade das internações estaduais, refletindo a centralização dos serviços especializados. Os gastos nominais aumentaram de R$ 2,02 milhões para R$ 8,63 milhões no período, enquanto os gastos reais corrigidos pela inflação apresentaram crescimento acumulado de 208,14%. Observou-se ainda aumento do tempo médio de permanência hospitalar e predominância dos custos relacionados aos serviços hospitalares. Conclui-se que a expansão das internações e dos gastos está associada a fatores demográficos, epidemiológicos e estruturais, reforçando a necessidade de fortalecimento da atenção primária, ampliação do acesso à neurologia especializada e descentralização dos serviços de referência no estado.
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