FORMAÇÃO DOCENTE PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA INCLUSIVA: TRAJETÓRIA, DIREITOS E DESAFIOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31163Palavras-chave:
Formação docente, Educação especial, Educação inclusiva, Direitos humanos, Prática pedagógicaResumo
Este artigo discute a formação de professores para a educação especial na perspectiva inclusiva, considerando sua constituição histórica no Brasil, a afirmação da educação como direito humano e os desafios que atravessam a prática pedagógica na escola comum. O estudo, de natureza bibliográfica e abordagem qualitativa, toma como referências centrais Costa (2023) e Oliveira e Abreu (2024), articulando contribuições sobre direitos humanos, democratização da escola, políticas de educação especial e formação docente. A análise evidencia que a formação destinada à educação especial foi marcada, historicamente, por modelos centrados na deficiência, pela especialização e por concepções de normalização e integração. A ampliação do paradigma inclusivo deslocou o debate para a participação, a aprendizagem, a acessibilidade e a responsabilidade coletiva da escola. Contudo, persistem tensões entre formação generalista e especializada, teoria e prática, matrícula e participação efetiva, além de limites relacionados à fragmentação formativa e à permanência de práticas homogeneizadoras. Defende-se que a formação docente precisa articular fundamentos teóricos, conhecimento das políticas públicas, reflexão sobre a experiência escolar, planejamento flexível e compromisso com os direitos humanos. Conclui-se que a inclusão não se sustenta apenas pela presença do estudante na classe comum, mas pela transformação das condições pedagógicas, institucionais e formativas que tornam possível aprender, participar e pertencer à comunidade escolar.
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