ENTRE O CUIDAR E O ADOECER: REVISÃO DA LITERATURA SOBRE A SAÚDE MENTAL E A QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM CONTEXTO HOSPITALAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31062Palavras-chave:
Saúde Mental, Enfermeiras e Enfermeiros, Qualidade de Vida, Esgotamento Profissional, Condições de TrabalhoResumo
Introdução: A saúde mental dos profissionais de enfermagem que atuam em ambiente hospitalar configurou-se, nos últimos anos, como um problema de saúde pública de crescente relevância, em razão da sobrecarga laboral crônica, da exposição contínua ao sofrimento e à morte e da insuficiência de suporte organizacional enfrentadas por esses trabalhadores. Objetivo: analisar e sintetizar as evidências científicas disponíveis na literatura acerca dos fatores que influenciam a qualidade de vida e a saúde mental dos profissionais de enfermagem atuantes no ambiente hospitalar. Método: trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases SciELO, PubMed e LILACS, utilizando descritores DeCS/MeSH combinados pelos operadores booleanos AND e OR (saúde mental, profissionais de enfermagem, enfermagem hospitalar, qualidade de vida, esgotamento profissional, burnout, ansiedade, depressão, sobrecarga de trabalho e condições de trabalho), no período de 2022 a 2025, em língua portuguesa. A seleção ocorreu em três etapas, a saber: leitura de títulos, leitura de resumos e, por fim, leitura na íntegra, com extração independente por dois pesquisadores e resolução de divergências por um terceiro. Resultados: os doze estudos incluídos indicaram que a sobrecarga de trabalho, o dimensionamento inadequado de pessoal e a insuficiência de suporte organizacional constituem os principais estressores ocupacionais, associados a prevalências relevantes de ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout, sobretudo em setores de alta complexidade. Estratégias de enfrentamento individuais mostraram-se úteis, porém insuficientes quando não acompanhadas de intervenções institucionais estruturadas. Considerações finais: os achados confirmam a hipótese de que a sobrecarga crônica e a insuficiência de suporte organizacional estão associadas ao adoecimento mental da enfermagem hospitalar, reforçando a necessidade de políticas institucionais que combinem suporte psicológico individual com mudanças estruturais nas condições de trabalho.
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