ENTRE O DIPLOMA E O ADOECIMENTO: DESAFIOS DA INSERÇÃO PROFISSIONAL E BURNOUT EM ENFERMEIROS RECÉM-FORMADOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31224Palavras-chave:
Esgotamento Profissional, Enfermeiras e Enfermeiros, Saúde Mental, Condições de TrabalhoResumo
A entrada no mercado de trabalho expõe o enfermeiro recém-formado a exigências para as quais a graduação nem sempre o prepara, e esse período tem sido associado ao adoecimento mental precoce. Este estudo teve como objetivo identificar os fatores relacionados à inserção profissional associados ao desenvolvimento de burnout em enfermeiros recém-formados. Trata-se de revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases PubMed, BDENF, LILACS e SciELO, a partir de descritores DeCS/MeSH, incluindo estudos publicados entre 2022 e 2026 em português, inglês e espanhol. Uma busca complementar na PubMed, com termos específicos para recém-formados, foi acrescentada. Dos 671 registros identificados, 12 compuseram a amostra final. Os fatores mais recorrentes foram a sobrecarga de trabalho, o dimensionamento insuficiente de pessoal, a insegurança técnica própria do início da carreira, o assédio e as dificuldades nas relações interpessoais e a falta de acolhimento e de preceptoria nos serviços. Entre as estratégias de enfrentamento, destacaram-se os programas de mentoria e de residência, a educação permanente e as intervenções baseadas em mindfulness. Conclui-se que o burnout no início da carreira decorre principalmente das condições e da organização do trabalho, e que sua prevenção depende de medidas institucionais de acolhimento, e não apenas de recursos individuais do profissional. Nas bases consultadas, não foram localizados estudos brasileiros recentes que mensurassem o burnout especificamente em recém-formados, o que sugere uma lacuna a ser explorada em novas pesquisas.
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