ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NOS PROCESSOS INFLAMATÓRIOS DAS MAMAS DURANTE O PUERPÉRIO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31053Palavras-chave:
Aleitamento materno, Período pós-parto, Cuidados de enfermagem, Mamilos, Desmame precoceResumo
Esta revisão integrativa investiga a atuação do enfermeiro frente aos processos inflamatórios mamários que acometem puérperas primíparas. O levantamento de dados ocorreu nas bases SciELO, BVS/LILACS, EMBASE e PubMed, filtrando estudos recentes que abordam essa temática. Para estruturar a análise, utilizou-se o referencial metodológico de análise de conteúdo de Bardin, o que permitiu organizar os resultados encontrados em três eixos principais: o panorama das complicações físicas mamárias; o manejo clínico-educativo da enfermagem; e o contexto psicossocial que culmina no desmame precoce. Os resultados revelam que a dor aguda, o ingurgitamento, as lesões mamilares e a mastite geram uma sobrecarga física que desestrutura a amamentação logo nas primeiras semanas pós-parto. Nesse cenário, o enfermeiro desempenha papel central. Suas ações associam o suporte técnico clássico, focado no ajuste da pega e do posicionamento do bebê, a tecnologias de cuidado modernas, a exemplo da laserterapia de baixa potência para analgesia e cicatrização de traumas mamilares. Contudo, a reabilitação física da mama torna-se insuficiente se o contexto de vida da mulher for ignorado. A fragilidade na rede de apoio familiar e o retorno antecipado ao trabalho desgastam a autoeficácia da mãe, figurando como fortes preditores para a introdução precoce de fórmulas infantis. Conclui-se que o cuidado ativo, técnico e empático da enfermagem constitui um pilar indispensável para reverter as complicações mamárias e proteger o aleitamento materno exclusivo. Por fim, o estudo aponta para a importância da implantação de protocolos clínicos sistemáticos na atenção primária voltados especificamente para acolher e amparar as primíparas.
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