PANORAMA DA SÍFILIS EM IPATINGA (2014–2024): INCIDÊNCIA, PREVALÊNCIA E PERFIL DA POPULAÇÃO ATINGIDA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30936Palavras-chave:
Doenças sexualmente transmissíveis, Epidemiologia, Sífilis adquiridaResumo
O presente estudo teve como objetivo analisar a tendência temporal, o perfil epidemiológico e a distribuição espacial dos casos de sífilis adquirida na cidade de Ipatinga, Minas Gerais, no período de 2014 a 2024, além de explorar fatores sociodemográficos associados ao aumento das notificações da doença. A análise abrange uma série histórica de onze anos, permitindo a identificação de tendências e padrões epidemiológicos, abrangendo a faixa etária de pessoas de 01 a 59 anos. Os registros foram fornecidos pelo banco de dados SANITAS na Vigilância Epidemiológica – Central de Doenças Infectocontagiosas da Prefeitura Municipal de Ipatinga. Os resultados revelaram 3.676 casos no período, com pico histórico em 2022. Destacou-se a faixa de 18 a 29 anos, que concentrou 51,3% das notificações e apresentou taxa de incidência 5,43 vezes maior (p<0,001). A análise das variáveis estudadas evidenciou maior vulnerabilidade à sífilis em determinados grupos populacionais, refletida pelo aumento progressivo das taxas de notificação nesses segmentos, demonstrando a fragilidade do acesso à saúde em específicos nichos sociais, envolvendo majoritariamente o sexo masculino, adultos jovens, indivíduos pardos e pessoas de menor escolaridade.
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