VENTILAÇÃO MECÂNICA PERSONALIZADA: INTEGRAÇÃO ENTRE MECÂNICA PULMONAR, MONITORIZAÇÃO RESPIRATÓRIA E TECNOLOGIAS DE CONTROLE ADAPTATIVO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30742Palavras-chave:
Respiração Artificial, Mecânica Respiratória, Síndrome do Desconforto Respiratório, Simulação por Computador, Engenharia BiomédicaResumo
A ventilação mecânica sustenta a vida de pacientes com insuficiência respiratória aguda, mas o próprio suporte pode lesar o pulmão e o diafragma. Estratégias protetoras baseadas em volumes correntes calculados pelo peso predito e em tabelas fixas de pressão positiva expiratória final não contemplam a heterogeneidade da mecânica pulmonar nem a variabilidade do esforço inspiratório entre indivíduos. Esta revisão narrativa interdisciplinar teve por objetivo articular os fundamentos fisiológicos da individualização ventilatória com a cadeia técnica que a viabiliza — instrumentação, identificação de sistemas e controle por realimentação —, explicitando as contribuições da engenharia mecânica em cada etapa. Foram analisados cinco estudos de síntese publicados entre 2023 e 2026, complementados por referências seminais sobre mecânica respiratória e por normas técnicas aplicáveis a ventiladores de terapia intensiva. Os resultados foram organizados em quatro camadas funcionais análogas às de um sistema mecatrônico: instrumentação, processamento e estimação, decisão e controle, e atuação e segurança. Verificou-se que a base fisiológica e a maturidade tecnológica da personalização estão consolidadas, ao passo que a evidência clínica de superioridade sobre protocolos convencionais permanece ausente em desfechos duros, e que faltam padrões de verificação e validação para os modelos computacionais empregados. Conclui-se que o avanço da área depende menos de novas tecnologias de controle do que da identificação de fenótipos de pacientes e da consolidação de critérios de credibilidade dos modelos.
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