ENTRE O RECONHECIMENTO E A PATOLOGIZAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30664Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Patologização, Diagnóstico DiferencialResumo
Este artigo analisou a tensão entre o reconhecimento necessário dos transtornos do neurodesenvolvimento e o risco de patologização de manifestações comportamentais, emocionais e acadêmicas na infância e adolescência. Questionou-se de que modo a circulação simplificada de informações diagnósticas, o imediatismo contemporâneo e a sobreposição de sintomas podem interferir na compreensão das demandas de TDAH, TEA e transtornos específicos da aprendizagem. Partiu-se da hipótese de que a Avaliação Psicológica, quando contextualizada e articulada à atuação multiprofissional, qualifica a construção diagnóstica. Realizou-se revisão narrativa, de abordagem qualitativa, com 17 fontes, entre livros, artigos científicos e documentos oficiais, analisadas por eixos temáticos e por comparação entre referenciais. Os achados evidenciaram que maior visibilidade diagnóstica pode ampliar o acesso ao cuidado, mas também favorecer generalizações quando sinais isolados são tratados como critérios suficientes; estudos sobre redes sociais e telas reforçam a necessidade de diferenciar associação, rastreamento e diagnóstico. Concluiu-se que a integração da história do desenvolvimento, dos contextos familiar e escolar, de instrumentos psicológicos e de saberes multiprofissionais favorece hipóteses mais consistentes e reduz o risco de rotulação, medicalização inadequada e patologização.
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