INTERPRETAÇÃO DA ARQUITETURA DO PERFIL POR MEIO DAS TENDÊNCIAS MÉDIA, LINEAR, QUADRÁTICA E CÚBICA EM UM LATOSSOLO VERMELHO SOB DIFERENTES SISTEMAS DE MANEJO NO CERRADO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30463Palavras-chave:
agregação do solo, carbono orgânico, estrutura do solo, manejo do solo, perfil do solo, regressão polinomialResumo
A avaliação dos impactos do manejo sobre a arquitetura no perfil do solo pode ser mensurada pelo comportamento dos coeficientes dos macroagregados, diâmetro médio ponderado e carbono orgânico ao longo do perfil. Objetivou-se interpretar a arquitetura do perfil de um Latossolo Vermelho sob diferentes sistemas de manejo no Cerrado brasileiro, utilizando as tendências média (p₀), linear (p₁), quadrática (p₂) e cúbica (p₃) de macroagregados, diâmetro médio ponderado (DMP) e carbono orgânico. Foram analisados dados obtidos nas profundidades de 0–5, 5–10, 10–20, 20–30 e 30–40 cm sob Cerrado nativo, eucalipto, pastagem, plantio direto, grade pesada e arado de discos. As trajetórias verticais dos indicadores foram descritas por regressão polinomial ortogonal. A integração das tendências revelou arquiteturas distintas entre os sistemas, inclusive quando suas condições médias foram semelhantes. Os sistemas de menor perturbação mecânica apresentaram maior continuidade entre organização estrutural, estabilidade da agregação e componente orgânico, enquanto o revolvimento recorrente promoveu maior diferenciação das trajetórias em profundidade. A grade pesada evidenciou a influência da interrupção do revolvimento e do período de pousio sobre a reorganização estrutural, enquanto o arado de discos apresentou a maior expressão da interferência mecânica sobre a organização vertical dos macroagregados. As tendências polinomiais permitiram, portanto, distinguir a condição média, a direção, a curvatura e as inflexões das trajetórias dos indicadores, evidenciando que sistemas com valores médios semelhantes podem apresentar arquiteturas distintas. A arquitetura do perfil refletiu a natureza, a intensidade, a duração e a sucessão das intervenções de manejo, expressando o solo como um sistema dinâmico em contínua transformação e ajuste às condições ambientais.
Palavras-chave: agregação do solo; carbono orgânico; estrutura do solo; manejo do solo; perfil do solo; regressão polinomial.
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