COLETA DE PREVENTIVO FORA DA FAIXA ETÁRIA ALVO: UMA ANÁLISE CRÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30461Palavras-chave:
Saúde Pública, Teste de Papanicolaou, Programas de Rastreamento, Neoplasias do Colo do ÚteroResumo
Esse artigo buscou analisar criticamente as coletas de exame citopatológico realizadas fora da faixa etária recomendada (25 a 64 anos) no Brasil, entre 2015 e 2025. Utilizando dados do SISCAN/DATASUS em uma abordagem quantitativa e dialético-crítica, verificou-se que 17,9% dos exames ocorreram fora da faixa-alvo, totalizando mais de 12 milhões de coletas e um custo estimado superior a R$ 177 milhões. Além do impacto financeiro, observou-se sobrecarga dos serviços, desvio de pessoal e desorganização dos fluxos assistenciais, reduzindo a efetividade do rastreamento. Sob a perspectiva bioética, discutem-se a autonomia feminina, a medicalização e as repercussões biopsicossociais de resultados alterados. A pesquisa evidencia que o rastreamento oportunístico compromete a racionalidade do cuidado e os princípios do SUS. Conclui-se que o fortalecimento do rastreamento organizado, a alocação racional de recursos e o incentivo à decisão informada são essenciais para transformar o exame preventivo em uma prática ética e emancipadora.
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