ESPOROTRICOSE FELINA NO BRASIL: EXPANSÃO EPIDEMIOLÓGICA, DESAFIOS TERAPÊUTICOS E PERSPECTIVAS DA FITOTERAPIA COMO ABORDAGEM ADJUVANTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30203Palavras-chave:
Sporothrix brasiliensis, esporotricose felina, itraconazolResumo
Esse artigo buscou analisar aspectos clínicos, epidemiológicos e zoonóticos da esporotricose felina, as limitações do tratamento convencional e o potencial de produtos naturais como estratégias terapêuticas adjuvantes. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, utilizando publicações disponíveis em bases e plataformas científicas, prioritariamente entre 2020 e 2026. A literatura demonstra expansão da esporotricose para diferentes regiões brasileiras, incluindo aumento recente de casos na região Norte, associado a vulnerabilidades socioeconômicas, limitações da vigilância epidemiológica e subnotificação. O itraconazol permanece como principal opção terapêutica; entretanto, o tratamento prolongado, os efeitos adversos, as dificuldades de administração e as falhas terapêuticas podem comprometer sua eficácia. Produtos vegetais, incluindo extratos e óleos essenciais, têm apresentado atividade antifúngica promissora contra espécies de Sporothrix. Contudo, possíveis interações antagônicas com antifúngicos convencionais reforçam a necessidade de estudos adicionais. Conclui-se que o controle da esporotricose requer vigilância integrada, acesso ao tratamento e desenvolvimento de estratégias terapêuticas adjuvantes seguras e eficazes.
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